Anúncio acontece no dia em que a China retaliou tarifas impostas por Trump aos produtos do país. Prazo para venda do aplicativo de vídeos a um comprador não chinês acabaria neste sábado (5). Donald Trump e TikTok
Jornal Nacional e AP.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou em 75 dias o limite para a chinesa ByteDance vender a operação do TikTok no país a um comprador não chinês.
O anúncio foi feito na sua plataforma social Truth Social nesta sexta-feira (4) e o prazo, determinado por Trump em janeiro, acabaria neste sábado (5).
“Uma transação requer mais trabalho para garantir que todas as aprovações necessárias sejam assinadas, por isso assino uma ordem executiva para manter o TikTok em funcionamento por mais 75 dias”, escreveu Trump.
O comunicado acontece no mesmo dia em que a China anunciou tarifas de 34% aos produtos americanos em retaliação a mesma taxa imposta por Trump aos produtos chineses nesta quarta-feira (1). Com isso, as taxas aos produtos chineses devem chegar a 54%.
O clima de tensão entre as duas potenciais, inclusive, foi citado por Trump na publicação:
“Esperamos continuar trabalhando de Boa Fé com a China, que eu entendo que não está muito feliz com nossas Tarifas Recíprocas (Necessárias para um Comércio Justo e Equilibrado entre a China e os EUA!)”, acrescentou.
Trump disse que estaria disposto a reduzir as tarifas sobre a China para conseguir um acordo com a ByteDance, segundo a Reuters. O presidente falou também que o seu governo está em contato com quatro possíveis compradores do TikTok.
“Não queremos que o TikTok ‘fique no escuro'”, acrescentou Trump.
Negociações em andamento
As negociações lideradas pela Casa Branca sobre o futuro do TikTok giram em torno de um plano no qual os maiores investidores não chineses da empresa aumentem suas participações e adquiram o aplicativo nos EUA, informou a Reuters.
O acordo prevê a criação de uma entidade norte-americana para o TikTok e a redução da participação chinesa para menos de 20%, em conformidade com a legislação dos EUA, segundo fontes ouvidas pela agência.
Além disso, o Walmart avalia integrar o grupo de investidores interessados na aquisição do TikTok, conforme a ABC News. O varejista já havia demonstrado interesse em investir na plataforma em 2020, segundo a Reuters.
TikTok fora dos EUA?
O futuro do TikTok nos Estados Unidos é incerto desde que uma lei sancionada pelo Congresso em 2024 determinou que a chinesa ByteDance, proprietária do aplicativo, encontrasse um comprador para que ele continuasse funcionando no país.
O prazo inicial era 19 de janeiro, um dia antes de Donald Trump assumir a presidência. O TikTok chegou a suspender suas atividades nos Estados Unidos, mas voltou ao ar quando Trump decidiu adiar a aplicação da lei por dois meses e meio.
As negociações lideradas pela Casa Branca envolvem uma eventual redução da propriedade chinesa sobre o TikTok para menos de 20%, conforme exigido pela lei, de acordo com a Reuters.
Por que os EUA querem banir o TikTok?
O governo dos EUA alega que o TikTok coleta dados confidenciais de americanos e que isso representa um risco à segurança nacional. A ByteDance sempre negou essa acusação.
O argumento, no entanto, motivou a elaboração da legislação que baniria o aplicativo no país caso ele não fosse vendido.
Os EUA temem que a China use as informações de mais de 170 milhões de usuários americanos da plataforma para atividades de espionagem. A ByteDance, dona do TikTok, por sua vez, sempre negou a acusação.
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