O filme brasileiro “Ainda Estou Aqui“, dirigido por Walter Salles, tem ganhado notoriedade internacional e se destacado na corrida ao Oscar. A produção, que conta a história de Eunice Paiva, tem chamado a atenção não apenas por sua qualidade artística, mas também por sua estratégia de divulgação bem-sucedida
Cyntia Calhado, professora de Cinema e Audiovisual da ESPM, ressalta a importância da distribuição internacional para o sucesso do filme. “A distribuição internacional é fundamental para que os votantes da academia consigam ver o filme”, detalhou.
Ela também destaca que a campanha foi centrada na qualidade da obra e na capacidade de envolvimento emocional dos espectadores com a história de Eunice Paiva.
O caminho de “Ainda Estou Aqui” rumo ao Oscar começou no Festival de Veneza, onde conquistou o prêmio de melhor roteiro. Em seguida, o filme percorreu um circuito de festivais nos Estados Unidos, culminando com a premiação no Globo de Ouro. Calhado enfatiza: “Esse Globo de Ouro é fundamental para a gente construir o fortalecimento da imagem da Fernanda Torres dentro dos Estados Unidos como uma grande atriz que fala em língua portuguesa”.
A campanha de divulgação do filme é considerada por Calhado como “a melhor campanha já feita por um filme brasileiro”. Walter Salles realizou diversas sessões onde discutiu o filme com o público, contribuindo para aumentar sua visibilidade. Essa estratégia de promoção foi decisiva para a indicação e a premiação recente do filme.
O sucesso de “Ainda Estou Aqui” demonstra a importância não apenas da qualidade artística, mas também de uma estratégia de divulgação eficaz para que produções brasileiras alcancem reconhecimento internacional. A trajetória do filme serve como um exemplo para futuras produções nacionais que almejam o sucesso além das fronteiras do país.
Por que “Ainda Estou Aqui” fez história mesmo sem vencer Melhor Filme